Os cinco casos de suspeita de sarampo no interior do Pará – sendo dois oficialmente descartados – reacenderam a necessidade de buscar imunização nos postos de saúde e ficar em dia com o cartão de vacinação.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e os sintomas iniciais são febre alta, dor de cabeça, tosse, inflamação das vias respiratórias e manchas vermelhas. Nos casos graves, pode levar à morte.

A transmissão acontece diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar por meio da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

No Pará, os últimos casos de sarampo foram registrados oficialmente em 2010, sendo três e todos ‘importados’. Em 2016, o Brasil foi certificado com a erradicação do vírus.

(Foto: Divulgação/Agência Brasil)

VACINAÇÃO

Atualmente a vacina contra o sarampo está disponível de graça nas Unidades Básicas de Saúde e funciona assim: uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose (com a vacina tetraviral, que também protege contra a varicela) aos 15 meses.

Também devem ser vacinados os adultos com até 49 anos de idade, sem histórico da doença e/ou sem comprovante vacinal. A vacina pode ser aplicada mesmo após a ingestão do álcool.

Para serem imunizados, os profissionais de saúde devem tomar duas doses com um intervalo de 30 dias entre elas, independentemente da idade.

Até quem não se lembra ou não sabe se foi vacinado deve se vacinar. Se não tem a carteirinha que comprove a vacinação, não há nenhum prejuízo para a saúde receber uma nova dose.

Se você não foi vacinado na infância, existem duas situações: quem tem até 29 anos pode obter duas doses da vacina na rede pública. No entanto, se você não foi vacinado na infância e está na idade de 30 e 49 anos, receberá apenas uma dose.

(Foto: Divulgação/Agência Brasil)

QUEM NÃO PODE

As únicas contraindicações são para as pessoas imunodeprimidas (portadoras de doenças crônicas, por exemplo), e as grávidas, que precisam esperar o parto para serem vacinadas.

Quem tem certeza que teve a doença também não precisa se vacinar. O sarampo não acomete o indivíduo duas vezes.

Mas atenção para a mulher que planeja engravidar: um exame de sangue poderá certificar se ela já está imune à doença. Caso não esteja, deve ser vacinada antes da gravidez e esperar, pelo menos, quatro semanas antes de engravidar.

TODOS PROTEGIDOS

É preciso alertar que, em casos de suspeita, a pessoa não deve usar medicamentos por conta própria, mas sim procurar uma unidade de saúde. A única maneira eficaz de proteção é através da vacina.

Crianças, jovens e adultos vacinados protegem, principalmente, aqueles que estão na “lista dos que não podem” e os que correm o maior risco de complicações e de terem quadros que evoluem ao óbito, a exemplo das pessoas com câncer, as que vivem com HIV, pessoas que estão fazendo quimioterapia ou outro tratamento com drogas.

Fonte: (DOL)

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